VOCÊ VIU
AQUELE HOMEM
Que caiu já
morto
Na calçada
dessa rua,
Em frente
àquele bar,
Aos pés
daquela puta,
Por cima
De uma
garrafa de vinho?
Ele pulou
Do alto de
sua casa,
Do brilho
das estrelas,
Do ventre
de qualquer amada.
Caiu
quebrando
Os ossos da
cara,
Matando as
meninas dos olhos,
E não abraçou
Quem também
caía
No mesmo caminho.
Em singular
instante do mundo,
Somente um
homem
Conheceu a
morte,
Da mesma
forma que
Somente ele
Bebeu tais
sentimentos
Nos sabores
de sua vida.
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