EU QUERIA SER FEITO DE SILÊNCIO.
Ser uma boca costurada
No meio do nada.
No centro do escuro,
Guardando meu senso.
Tenho saudades de ser um garoto mudo,
Carregando um pedaço de carvão.
Rabiscando o muro, o teto do quarto,
A porta e o chão,
Apontando o abutre, abraçando o cachorro.
O canino late e eu não sei falar.
Não sei rezar, só sei repetir
Que quero voar.
Voar calado, falar com o olho.
Com o olho arrancado.
Com a fumaça do cigarro.
Com a facada no calcanhar.
E sem necessidade de imaginar
Meu caótico fluxo racional datilografado.
Muito bom, gostei da forma que escreve. Encontrei teu blog na comunidade escritores de gaveta.. se quiseres conhecer o meu: http://startstoprestart.blogspot.com/
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