EU MORO SOZINHO.
Eu moro solitário nesse anti-ninho.
Eu moro no escárnio do vento
De passos lentos
E no cultivo de espinhos
Que ferem meus braços.
Sou vizinho daqueles
Que angustiam minha fome
Desde quando perdi minha escola
E meu corpo.
Quebrou-se a garrafa
Em que eu me afoguei,
Engoli todos os cacos de vidro.
Engoli até a tampa,
Enquanto o conhaque lubrifica
Os estilhaços na garganta.
E quando o precipício ficar mais fundo,
Vomitarei todo esse entulho,
Descansarei posto no muro,
E sozinho, eu redescobrirei onde moro.
Chegando lá, quero muito ficar sóbrio.
'' Eu moro no escárnio do vento ... ''
ResponderExcluirMuito foda essa poema, xd