ESSAS NOITES
Quentes e secas,
Que tornam secos nossos olhos
E nosso modo de caminhar,
Desnutre rostos que esperam
Trilhos de volta para casa.
E para lubrificar
Essa estação de vida,
Somente cerveja
E canções solitárias.
Depois da música, a poesia.
Depois da poesia,
Um pedaço de pessoas.
E depois mais música.
Pessoas que nos esquentam ainda mais.
Pessoas de abraços cabais
Quando chega o inverno.
E, finalmente,
Depois de muita chuva
Devorando relógios e calendários,
Devorando casas
De quem não tem onde morar,
Resta o frio onde nos deitamos.
E o nosso frio particular
Devora tudo o que restou
Em vívidos sonhos desbotados.
Relógios e
calendários se recompõem
Para nós
fazermos o mesmo.
exotico,caotico
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