terça-feira, 13 de setembro de 2011

ANTI-CONTATO


ANTI-CONTATO
EM CIDADES OMISSIVAS
De idiomas não falados,
Onde o contato do olhar
É o suficiente para comprar     
Pão, álcool,
Pessoas, cigarros,
Sobrevive o silêncio
E a vontade de ouvir
Qualquer voz chegando.
Mas o medo é maior,
O preconceito é maior.
Desconhecem os visitantes,
Desconhecem qualquer racionalidade.
Maior a impulsividade de destruir
As alheias vontades
Por não pertencerem
Ao campo de visão
De quem vaga
Por dentro dos muros
Desta
“Grande por fora,
Pequena por dentro”
Sociedade,
Como se fosse necessário
Pedir permissão para tudo.
Algumas lágrimas escorrem,
Enquanto vozes se acabam,
Algumas raivas se consomem
E brotam na carne.
Para que essas verdades existam,
Será necessário excluir as outras,
Com gosto de faca.

2 comentários:

  1. como não tem nome, não sei a quem me dirigir...gostei muito da escrita, densa, crua...só me perturba um pouco o pano de fundo do blog rs

    Parabéns para o alguém dono do blog!

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  2. Obrigado pelo comentário. Pode me chamar de Camargo, e sempre que quiser.
    Obrigado também pela impressão que teve do plano de fundo. É o meu olho mesmo.

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