EM CIDADES OMISSIVAS
De idiomas não falados,
Onde o contato do olhar
É o suficiente para comprar
Pão, álcool,
Pessoas, cigarros,
Sobrevive o silêncio
E a vontade
de ouvir
Qualquer
voz chegando.
Mas o medo
é maior,
O
preconceito é maior.
Desconhecem os visitantes,
Desconhecem qualquer racionalidade.
Maior a impulsividade de destruir
As alheias vontades
Por não pertencerem
Ao campo de visão
De quem vaga
Por dentro dos muros
Desta
“Grande por
fora,
Pequena por
dentro”
Sociedade,
Como se fosse necessário
Pedir permissão para tudo.
Algumas lágrimas escorrem,
Enquanto vozes se acabam,
Algumas raivas se consomem
E brotam na carne.
Para que essas verdades existam,
Será necessário excluir
as outras,
Com gosto
de faca.
como não tem nome, não sei a quem me dirigir...gostei muito da escrita, densa, crua...só me perturba um pouco o pano de fundo do blog rs
ResponderExcluirParabéns para o alguém dono do blog!
Obrigado pelo comentário. Pode me chamar de Camargo, e sempre que quiser.
ResponderExcluirObrigado também pela impressão que teve do plano de fundo. É o meu olho mesmo.